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Ponte Estaiada
Uma senhora elegante e ousada________________________________________Contato Luz Urbana | [55 11] 5571-2928 |
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_____A ponte estaiada – oficialmente, Octávio Frias de Oliveira - inaugurada no dia 10 último, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, ganhou projeto luminotécnico que valoriza a arquitetura, com elevada eficiência energética.
_____Assinado pelo escritório Luz Urbana, dos engenheiros Plínio Godoy e Paulo Candura, o projeto de iluminação viária e das torres valoriza as potencialidades da ponte, contribuindo para uma boa leitura da obra. “Nossa missão é a valorização da arquitetura. Não é transformar a arquitetura num pano de fundo para um show pirotécnico”, diz Godoy. Ele explica que boa parte da forma e dos volumes da ponte, especialmente as curvas, foi definida pelas questões da física, estruturais. “A torre tem uma forma, antes de tudo, funcional, à qual o projeto arquitetônico incorporou a estética”, diz.
_____Quando se trata de estabelecer uma relação entre os projetos de iluminação e de arquitetura, são utilizadas duas ferramentas básicas: o trabalho da harmonia do projeto luminotécnico com a proposta arquitetônica, ou a elaboração de um contraponto. “No caso da ponte, trabalhamos em cima de um projeto de contraponto. Ou seja, durante o dia é a visualização da ponte para quem vem da avenida Roberto Marinho e, à noite, uma visão cenográfica para os que passam pela Marginal Pinheiros. Assim, com a luz diurna, se destacam os estais amarelos contra o cinza do asfalto e, muitas vezes, do céu da cidade. O projeto luminotécnico inverte a situação para o período noturno, valorizando a torre mais que os estais. Utilizamos luz branca na torre e cores no detalhamento das superfícies internas ao ‘X’ estrutural da torre”, relata.
_____Segundo Candura, houve uma solicitação inicial de que fossem aplicadas cores em toda a estrutura da ponte. “Entendemos que essa orientação se chocaria com a cultura dos paulistanos que não aceitam bem o uso de cores na paisagem urbana. Também optamos por não iluminar com cor os estais amarelos, porque há possibilidade de distorção do resultado final. Ao eleger a torre como protagonista do projeto, Plínio Godoy qualifica o resultado final como “uma senhora bem vestida, elegante, porém com um detalhe de ousadia”.
_____O sistema de iluminação da torre é de alta eficiência, com base na tecnologia led: cada um dos 146 projetores instalados consome o equivalente a uma lâmpada de 60 W. “Para dar cor à ponte, estamos gastando o equivalente ao consumo energético de um chuveiro elétrico”, comemora o engenheiro. Os projetores de foco fechado foram utilizados na altura mais elevada da torre, enquanto que os de foco aberto estão no túnel sob ela. “Nesse túnel de 30 m, com pé direito baixo, o motorista terá a sensação de passar por uma área azul. Se mantivéssemos ali a iluminação branca ficaria muito fraca”, expõe.
_____“Para a iluminação cenográfica utilizamos 20 projetores Arenavision, distribuídos em seis postes – dois laterais à torre margeando o rio, dois na avenida Chucri Zaidan e os demais do outro lado do rio Pinheiros, próximo às alças de acesso. Eles iluminam a torre e, secundariamente os estais”, diz Plínio Godoy. Essa tecnologia é a mesma empregada nos estádios de futebol da Copa do Mundo da Alemanha. Cada projetor tem uma lâmpada de 1.000 W e substituem os tradicionais com 1/3 de economia energética. “Especificamos colimadores metálicos para escamotear a fonte de luz, de forma que quem passa não percebe o brilho dos projetores. Isso é fundamental para a valorização do projeto, trazendo mais contraste”, acrescenta.
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Iluminação viária
____De acordo com a normalização urbana, a ponte é considerada uma via secundária, exigindo iluminação urbana condizente com o fluxo e a velocidade do tráfego de veículos. “Utilizamos um sistema de postes com 6 m de altura e um sistema novo de lâmpadas chamado Cosmopolis, de alta eficiência, custo operacional baixo, vida média elevada, que produz uma luz branca próxima da aparência da incandescente. Os estudos feitos no exterior constatam que a lâmpada de sódio adotada hoje nas cidades tem alta eficiência, porém seu aspecto alaranjado não é o preferido pelo olho humano”, diz Candura, explicando que, “durante o dia, nosso olho tem uma curva espectral que capta bem as cores e movimentos. Conforme a luz natural vai caindo, muda a curva espectral do olho e podemos perceber, melhor, os limites, as barreiras. A luz que as lâmpadas de sódio produzem não tem o efeito ideal para o olho humano”. Essas pesquisas concluíram que, quando a luz é de um branco amarelado, o olho humano ganha maior nitidez na percepção de contrates, movimentos e limites.
_____As lâmpadas Cosmopolis utilizadas no projeto viário são de 140 W – de ótima eficiência já que a de sódio para igual situação seria de 250 W. “As pessoas passam pela ponte e não entendem porque estão enxergando melhor”, comenta o diretor da Luz Urbana. Segundo ele, está é primeira vez que se utiliza essa tecnologia no país. O parque de iluminação em São Paulo, através do Programa RELUZ, está sendo alterado, passando para o uso das lâmpadas Vapor de Sódio Alta Pressão, mais eficientes que as lâmpadas de mercúrio, substituindo 400W por 250W.
_____“É um salto considerável, porém a Cosmopolis vai além da questão do consumo. Além da alta eficiência, a Cosmópolis permite trabalhar com uma potência menor porque produz uma luz mais branca, ideal para a percepção do olho humano no período da noite. O olho enxerga mais. Isso é chamado de ‘Lumens Efetivos’, ou seja, produz luz que o olho humano percebe mais”, explica Candura, acrescentando que a nova tecnologia utiliza reator eletrônico - e não magnético, usual em São Paulo – que tem a vantagem de ‘tratar’ melhor a lâmpada, garantindo que permaneça estável por muito mais tempo. “Assim, estamos utilizando o estado-da-arte em iluminação no novo cartão postal de São Paulo”, finaliza.
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